Comer vai muito além de se alimentar.
A alimentação é uma das primeiras ocupações da infância e desempenha um papel fundamental no desenvolvimento, na saúde e na participação da criança na rotina familiar e social.
Algumas crianças apresentam dificuldades importantes para aceitar novos alimentos, experimentam um repertório alimentar muito restrito ou demonstram intenso desconforto durante as refeições. Quando essas dificuldades impactam a nutrição, o convívio familiar ou a participação da criança em diferentes contextos, é importante uma avaliação especializada.
A seletividade alimentar pode envolver recusa de alimentos devido às suas características de textura, consistência, temperatura, sabor, cheiro, aparência ou cor, além de dificuldades relacionadas ao processamento sensorial, às habilidades motoras orais, a fatores comportamentais, emocionais, gastrointestinais e às experiências vividas durante a alimentação.


Por que a seletividade alimentar acontece?
A seletividade alimentar é considerada um quadro multifatorial, ou seja, diferentes fatores podem contribuir para seu surgimento e manutenção. Cada criança apresenta uma combinação única dessas características, sendo fundamental compreender a origem das dificuldades antes de iniciar qualquer intervenção.
Entre os fatores que podem estar relacionados à seletividade alimentar estão:
- Alterações no processamento sensorial;
- Dificuldades nas habilidades motoras orais;
- Condições clínicas ou gastrointestinais;
- Aspectos comportamentais e emocionais;
- Experiências alimentares anteriores;
- Hábitos e rotina familiar;
- Contexto social e cultural.
No GIS, compreendemos que cada criança possui uma história única. Por isso, nossa avaliação busca identificar quais fatores estão influenciando a alimentação e como eles impactam sua participação nas refeições.
Quando procurar ajuda?
Se a criança apresentar alguns dos comportamentos abaixo, uma avaliação especializada pode ser indicada:
Aceita apenas um número muito reduzido de alimentos;
Recusa experimentar alimentos novos;
Demonstra desconforto ao tocar ou manipular determinados alimentos;
Aceita apenas alimentos com determinadas texturas, temperaturas ou consistências;
Mantém o alimento na boca por um tempo prolongado, apresentando dificuldade para mastigar ou engolir;
Apresenta náuseas, engasgos ou vômitos durante as refeições;
Reclama frequentemente de cheiros, não apenas dos alimentos;
Evita olhar para determinados alimentos ou demonstra incômodo quando outras pessoas estão se alimentando;
As refeições geram intenso estresse para a criança e para a família.
A presença desses comportamentos não confirma um diagnóstico específico, mas indica a importância de uma avaliação especializada para compreender suas causas e definir a melhor abordagem terapêutica.
Nosso diferencial
No GIS, acreditamos que nem toda seletividade alimentar tem origem sensorial. Por isso, realizamos uma avaliação cuidadosa para compreender os fatores que estão influenciando a alimentação de cada criança.
Quando identificadas alterações no processamento sensorial, a Integração Sensorial de Ayres® pode ser um importante recurso terapêutico. No entanto, cada plano de intervenção é construído de forma individualizada, considerando a criança em sua totalidade e tendo como principal objetivo promover uma relação mais saudável com a alimentação e ampliar sua participação nas ocupações do cotidiano.